PALAVRA DE DEUS

POR: Manuel Venade Martins (Pastor Evangélico)

Foi, pois, a uma cidade, de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó, Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase a hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água; disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. (João 4: 5- 7)

INTRODUÇÃO

No livro dos Salmos diz assim: Como o servo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? (Salmo 42:1-2) O Salmista se refere ao servo, que clama pelas águas cristalinas, do mesmo modo o ser humano deve desejar saciar a sua alma através do Espírito Santo. Agora pergunto também: a sua alma tem sede de Deus, do Deus vivo?

Alguns factos muito necessários em tua vida.

a) - Deves de relacionar-te com a sua presença, a cada momento. Como, por exemplo, através da oração.
b) - Ouvir a sua Palavra, tanto através do pregador, no local que frequentas, por um discípulo de Cristo ou de leitura bíblica.
c) - A receber a presença do Espírito Santo, o Consolador que consola o crente nos momentos mais difíceis de sua vida.

COMENTÁRIO

PORQUE NÃO TENS SEDE!

A água potável continua inacessível a milhões de pessoas, sendo causa de morte, todos os dias, em todo o mundo. A água, bem precioso comum e partilhado, é condição para a vida, ao mesmo tempo representa tantas outras sedes que nem poços, nem fontes, conseguem saciar.

No quarto capítulo do Evangelho de João encontramos registado um interessante episódio da vida de Jesus. Ele viajava com os Seus discípulos da Judeia para a Galileia. Nesse percurso, passa por Samaria, região cujos habitantes eram desconsiderados e desprezados pelos judeus. Jesus estava cansado e tinha sede. Parou ali para descansar enquanto os discípulos foram buscar comida. Ao meio dia, aparece uma mulher Samaritana para tirar água do poço. Jesus pediu-lhe um pouco de água. Ficou surpreendida: um homem judeu dirigiu-lhe a palavra e reconheceu que ela, uma simples mulher Samaritana, existia e podia ser-lhe útil. Este viajante tinha algo de diferente. O que seria?

Apesar de falar de questões naturais, Jesus começou a levar a conversa para assuntos espirituais. Embora pedisse àquela mulher Samaritana água do poço, Ele tinha outro tipo de água para dar. Se ela soubesse quem Ele era, certamente iria querer provar dessa tal água especial que só o Senhor Jesus pode oferecer, apesar da mulher continuar a interpretar as palavras de Jesus apenas numa inclinação física e não espiritual. Ele continuou a falar da sede da alma. Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. (João 4:13- 14) Mesmo assim, a mulher ainda não tinha entendido a que tipo de água Jesus se estava a referir. A única sede que ela conhecia era a física, até àquele momento em que despertou da cegueira, e então falou: Senhor dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. (João 4:15)

Foi necessário levar aquela Samaritana a compreender e desejar a tal água que mata a sede da alma e do espírito. Jesus muda de assunto e fala da sua vida pessoal: Vai, chama teu marido e vem cá. A mulher respondeu. Não tenho marido (João 4-16-17). Jesus afirma. Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tu tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. (João 4:17) Para ela, Jesus era um estranho que parou junto ao poço naquele dia, mas tinha conhecimento, dos pormenores da sua vida. Ele sabia quem era aquela mulher e qual era o seu passado. É aqui que o teor da conversa muda, pois a mulher começa a compreender e a aceitar as palavras de Jesus. Já não estava preocupada com a água do poço. A presença e as palavras de Jesus tiveram impacto na sua vida. Aquele que nos criou e nos conhece melhor do que ninguém olhava para a Samaritana com confiança e amor, sabendo que Ele tinha a capacidade de perdoar os seus pecados e mudar a sua vida. Eu sei que há de vir o Messias, chamado Cristo, quando Ele vier nos anunciará todas as coisas (João 4:25). Ela acreditava que Deus enviaria o Messias, e estava agora com o coração pronto para escutar o seguinte: Eu o sou, Eu que falo contigo. (João 4:26) Seria possível? Ela, mulher Samaritana, dois fatores que a faziam ser tão desprezada naquela cultura, estar a falar como o Escolhido de Deus?

Agora, aquela mulher reconhecia alegremente Jesus como o Messias, o Salvador e Senhor. Aceitou as Suas palavras, teve confiança em Jesus, sem colocar qualquer questão. Ela foi e agora sem ter vergonha, anunciou ao seu povo: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo? (João 4: 29) O seu testemunho levou muitos a Cristo.

Milhões de homens e mulheres estão hoje numa situação idêntica, atarefados e preocupados com as suas necessidades físicas e materiais, ouvem falar de Jesus e da Sua história, mas não entendem muitas veres o significado das Suas palavras. Podem até seguir uma tradição religiosa, mas não sabem que Ele é o Senhor e Salvador que conhece tudo das suas vidas, e que deseja preencher o vazio do coração, e saciar a sede da alma com a água da vida eterna.

Amado amigo leitor, eventualmente poderá ser um destes, preocupados com coisas materiais, com as rotinas da vida diária. Escute o Homem que conversou com esta mulher naquele dia, e deixe que Ele sacie por completo a sede da sua alma. A mulher que foi buscar água encontrou a fonte da vida eterna, você também pode encontrar. Jesus é a fonte da água da vida.

< Voltar