PALAVRA DE DEUS

POR: Manuel Venade Martins (Pastor Evangélico)

Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? E, se porventura a acha, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca (Mateus 18:12-14).

INTRODUÇÃO

Muitas pessoas aparentemente não compreendem que se acham espiritualmente perdidas e não gostam que lhes falem de sua verdadeira condição. Através de suas parábolas Jesus destacou para seus ouvintes a necessidade de todos serem salvos. Ele também lhes mostrou que Deus, graciosamente, recebe todos os que se aproximam dele arrependidos dos seus pecados e com fé sincera. E, mais ainda Jesus declarou Deus como um Pai amoroso que aguarda ansioso a volta dos que se afastaram dele e se rejubila grandemente com o retorno de cada um.

COMENTÁRIO

FAZER A VONTADE DE DEUS

A harmonia do cristão com a vontade de Deus é um dos objetivos mais importantes para o equilíbrio e êxito de sua vida cristã. Esta é baseada na humildade, obediência, renúncia e submissão. Esta súplica é a terceira petição da Oração Dominical. Nela rogamos primeiro que o nome de Deus seja santificado, depois pedimos a vinda do Reino de Deus, porque não se pode santificar o nome de Deus, senão vive em ordem espiritual do reino divino estabelecido. E para que este reino se estabeleça, fazemos a súplica da renúncia e da obediência, conforme se lê: Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu (Mateus 6: 10).

Consideremos os elementos desta oração:

Esta petição é o suporte para o desejado estado de bem-aventurança e bonança íntima, com o Reino de Deus. Se alguém quiser fazer a sua vontade pela prática da própria doutrina, conhecerá se eu falo de mim mesmo ou se fui enviado. Esta foi a prova que o Mestre recomendou. Esta atitude de orar, que seja feita a tua vontade, é a porta de entrada para a vida cristã e não há outra, pois Deus não tem plano para uma vontade não resignando os desejos carnais, ou seja a iniquidade.

Por exemplo, o moço rico se apresentou a Jesus Cristo com os melhores conhecimentos, conhecedor da lei, ansioso pela vida eterna, guardador dos mandamentos, tendo sede de Deus e ansiando pela felicidade, mas retirou-se triste, não porque o Salvador o rejeitasse, nem porque não soube orar com alma e vontade, mas porque seu coração, estava agarrado aos bens materiais (Lucas 18: 18-22).

Uma senhora disse à sua amiga:

Não tenho coragem de orar, conforme dizem as Escrituras: Seja feita a tua vontade. Porque temo que Deus me leve o único filho que tenho ou me mande alguma provação dura. A amiga replicou-lhe: Suponha que o seu filho venha hoje à sua presença e lhe diga: Quero hoje fazer exatamente o seu desejo. Você aproveitaria e dir-lhe-ia: Agora é a minha oportunidade para fazer o meu filho realizar todas as coisas desagradáveis, que ele não tolera, mas que eu quero que ele faça. Explorarei a sua boa vontade, cortarei os seus prazeres e o colocarei sob rígida e austera disciplina. Você faria isto? Pensa que Deus é menos justo e menos amoroso do que você?

Pensamos às vezes: Mas a vontade de Deus é dura, é difícil, é verdade, mas é para o nosso bem, e é conforme a nossa interpretação que é dura, conforme se lê: Como a águia desperta o seu ninho, se move sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas (Deuteronómio 32:11). O processo do amor e carinho de Deus para o nosso ensino e preparação para os grandes objetivos a que nos destina. É uma comparação do afeto de Deus com o da águia aos seus filhos; desperta a sua ninhada e voa com os seus filhos, estende as suas asas e tomando-os os leva sobre elas, assim o Senhor guiou o seu povo. O exercício da águia -mãe não é fácil, nem suave para ensinar os filhinhos a voar. Assim a disciplina faz parte da educação do povo de Deus e é o meio de sua vontade realizar-se.

Correção no plano de Deus.

São os meios de realizar a sua vontade, por exemplo. Nabucodonosor ficou humilde, depois de comer erva como animal. Jonas obedeceu à vocação, pela segunda vez, depois de ter sofrido as provações dolorosas oriundas da sua desobediência à primeira ordem de Deus. A viúva de Sarepta recebe o homem de Deus e faz a sua vontade, porque alarmada naquela crise terrível vê-se esgotando o último bocado de azeite na botija e de farinha na panela. O filho pródigo, depois de experimentar a fome e ver-se sujeito à condição de comer o alimento dos porcos, volta arrependido e humilde ao bom caminho, submisso à vontade do pai para viver vida nova e útil.

Irmãos na fé, e leitores destes comentários, observem a ordem divina: Seja feita a tua vontade, com humildade e fé. Ela é a chave da vida cristã a revelar-nos a vontade de Deus que sempre visa o nosso bem. Amém.



< Voltar