PALAVRA DE DEUS

POR: Manuel Venade Martins (Pastor Evangélico)

Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigénito para que todo aquele que n'Ele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. (João 3: 15-17)

INTRODUÇÃO

Diz o apóstolo do Senhor assim: Ninguém tem maior amor do que este; de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. (João 15:13) Devemos reconhecer que foi o grande amor de Deus, para connosco, pela nossa conversão e salvação das nossas vidas. Estávamos mergulhados no pecado, afastados dos santos caminhos do Senhor, vivendo uma vida dissoluta, envolvidos em todos os demais vícios, vivendo em inimizade com os demais, levando uma vida religiosa, inclinados à idolatria e demais inclinações do ocultismo, um sem fim de distúrbios em nossa maneira de viver. Foi a partir daí que o amor do Altíssimo nos veio a alcançar, por conseguinte nos sentimos abençoados.

COMENTÁRIO
AMOR DO CRIADOR

No principio criou Deus os Céus e a Terra e tudo o que neles existe. Deus fez o homem com perfeição porque toda a obra do Criador é perfeita. O homem vivia em comunhão com o seu Criador. Não havia pecado porque ele era obediente àquele que o criara.

Mais tarde, pela desobediência, veio o pecado, o pecado gerou a morte, porque o salário do pecado é a morte. (Romanos 6:23) Além da morte, este pecado gerou a doença e todos os males que assolam a humanidade. Todas estas coisas tiveram o seu início, derivado à desobediência da humanidade, para com o seu Pai e Criador. O amor de Deus, nosso Pai, fez-se sentir nessa hora dolorosa quando os nossos primeiros pais, envergonhados, se esconderam entre as árvores do jardim. Adão tremeu quando ouviu a voz de Deus Pai, quando perguntou: Adão, Adão, onde estás? Certamente que Deus não precisava de fazer semelhante pergunta porque Ele é um Pai que tudo sabe e tudo vê. Deus ao fazer semelhante pergunta pôs nela toda a angústia dum Pai aflito quando viu que o Seu filho se estava perdendo. Essa voz não foi a voz dum Senhor que chama pelo seu criado para a punir, essa voz foi a voz angustiada dum Pai amoroso que queria a salvação dos seus filhos.

FALANDO SOBRE O AMOR

Foi este mesmo amor que levou Jesus a morrer numa cruz. Ele morreu, para que nós fossemos perdoados e absolvidos dos nossos pecados com o Seu sangue bendito. Esse mesmo amor fez que Ele ressuscitasse ao terceiro dia, para que nós, seus filhos, tivéssemos vida em abundância. Esse mesmo amor fez com que JESUS mandasse O Consolador para que nós, seus filhos, não ficássemos órfãos, esse mesmo amor que fez JESUS prometer que iria preparar um lugar para nós lá no Céu. Esse mesmo amor levou JESUS a dizer que um dia voltaria para compartilharmos da Sua glória.

Caro leitor, se nós, que somos maus, sabemos dar coisas boas aos nossos filhos, quanto mais não dará o Pai Celeste a nós? Por vezes os filhos pensam que os pais não se preocupam com eles e que são indiferentes a eles, também nós muitas vezes pensamos o mesmo com respeito ao nosso Pai Celeste. Queremos tudo à nossa maneira, da forma que queremos, como gostamos, esquecendo que Deus é um Pai que sabe o que é melhor para nós, e que Ele só quer o bem dos Seus filhos. Devemos colocar tudo nas Suas mãos e nunca duvidar do Seu grande amor por nós. Deus só deseja o bem dos seus filhos e tem um plano para todos eles. Ele, como Pai amoroso, quer que todos se salvem. Deus quer que a obra-prima das Suas mãos atinja o mais alto nível espiritual, a fim de efetuar em nós a Sua vontade.

Deus deseja curar-nos, libertar-nos do pecado, mas é necessário que nos entreguemos inteiramente a Ele. Deus não força a vontade de cada um nem aceita homenagem que não seja voluntária. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador, por isso temos um mediador que é Cristo Jesus. O próprio Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim. (João 14:6)

É seguindo por este caminho, por esta verdade, que nós, pais, podemos levar os nossos filhos ao conhecimento da vontade soberana do Pai dos pais. Se nós pais confrontarmos as nossas vidas e analisarmos aquilo que somos em nós mesmos, nada mais veremos do que indignidade e justa condenação. Mas JESUS, como amoroso que é, colocasse à nossa frente com o Seu amor para que a nossa indignidade jamais apareça diante de Deus. Isto é de tal forma real, que nunca devemos separar-nos de Cristo, mas mantermos bem viva a sua união connosco. JESUS habita em nós, Ele uniu-se a nós quando, na cruz do Calvário, deu a Sua vida por nós.

Caro leitor! Você crê de todo o seu coração que Deus é um Pai que está sempre pronto a perdoar-lhe, seja qual for a sua condição de pecador? Basta para isso que, arrependido e humilhado lhe peça com toda a reverência e despido de toda a vaidade, dizendo: Perdoa-me ó Pai, todas as minhas faltas e iniquidades!

Tem você dado graças por todo o amor que Deus Pai tem por si? Tem você, honrado o Nome Bendito do Senhor Deus? Se você não sente estas coisas ou não as pratica na sua vida, é porque ainda não aceitou a JESUS como seu Salvador pessoal e, portanto, ainda é um filho desobediente.

Quando JESUS bater à porta do seu coração, deves abrir essa porta, para que o Pai possa entrar e fazer morada perpetuamente no seu coração. Deus o ama muito!


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