PALAVRA DE DEUS

POR: Manuel Venade Martins (Pastor Evangélico)

Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E, eis que Ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito. (Mateus 28:5-7)

INTRODUÇÃO

Na dispensação da Lei, segundo estabelecido no Pentateuco, todos os anos no tempo estipulado e habitual se executava a Páscoa, que era acompanhada e preparava o coração do povo de Deus, com seus dias de espargimentos e solenes que também se chamavam dias de expiação, ou sejam dias de sacrifícios preparatórios, conforme se lê: Mas aos dez deste mês sétimo será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor. (Lev.23:27) Embora que fosse temporário, estes sacrifícios, pois eram tipos e figuras prós nossos tempos de hoje, para o povo de Deus de então, verdadeiros israelitas, conhecedores dessas figuras e tipos, os cumpriam à risca, nada podia faltar, desde o molho das primícias do cereal (v.11) até ao cumprimento do sacrifício dos dois cordeiros, (v.20) também estes sacrifícios apontavam para nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que cumpriu naquela cruz do Calvário.

COMENTÁRIO

JESUS NÃO ESTÁ AQUI, RESSUSCITOU

No entanto, a atmosfera que rodeou a morte de Jesus foi vexante, frustrante e deveras humilhante, tanto para Cristo como para os Seus discípulos e também para algumas mulheres que o seguiam para servir.

O relato nos Evangelhos dá-nos uma visão perfeita dos acontecimentos e ficamos com a ideia que muitas das pessoas que ali estavam a assistir à morte de Jesus, o fazia por curiosidade depois de, já antes, terem presenciado um debate importante com os principais dos sacerdotes, escribas e anciãos, por um lado e Pôncio Pilatos, procurador romano por outro. Discutiu-se empenhadamente se valeria a pena matar aquele homem. Dada a tradição que se vivia naquele momento, toda a população gritava para soltarem um certo criminoso e crucificarem Jesus. Viu-se assim condenado à morte.

Foi um momento terrível, diria quase insuportável para Jesus, ao ponto de perguntar ao Pai porque O deixava sofrer tanto com tal abandono. A morte deu-se. Apesar de naquele momento grandes fenómenos terem acontecido como manifestação divina, não havia nada a fazer. Jesus morrera. Imagino o final do ato com muita gente retirando-se para casa, assustados e batendo no peito como sinal de angústia e até de remorso, ao verificarem que coisas tremendas se haviam passado no exato momento em que Ele expirou.

Mas não havia mesmo nada a fazer; Jesus estava morto. Este também deve ter sido o pensamento dos discípulos, das mulheres que em vida o seguiam e de muitos outros. A Bíblia não nos conta, mas certamente a vida agitada da cidade de Jerusalém terá voltado ao seu normal, tendo agora como causa de conversa nas praças, a morte de Jesus, bem assim aquele tremor de terra e, para alguns, o aparecimento de terem ressuscitado, muito estranho de amigos e familiares que haviam falecido há muito.

Toda essa agitação deve ter confundido os principais dos sacerdotes que, ao que parece, pouca ou nenhuma importância deram ao facto da terra haver tremido ou mesmo o véu do Templo se ter rasgado e o Sol escurecido. Possivelmente devem ter obtido alguma explicação científica para o facto, ao contrário daquele oficial romano encarregado de vigiar Jesus que, vendo o terramoto e tudo o mais, não teve dúvidas em afirmar, verdadeiramente este era o Filho de Deus. (Mateus 7:54)

Havia necessidade em tratar de sepultar aquele que em vida tanta esperança dera aos Seus seguidores. Tal como qualquer defunto era necessário prepará-lo para o ritual de sepultamento. A seguir todos os acontecimentos narrados nos Evangelhos manifestam a presença de Jesus ressurrecto. Um dos mais atraentes e o de dois deles, que o encontraram quando caminhavam para Emaús e que só o reconheceram quando se sentaram à mesa e Jesus lhes partiu o pão. Mostrou assim, a esses discípulos, que como seu Senhor tinha ressuscitado. Ele é exatamente o mesmo amigo amoroso e compreensivo que fora antes da Sua morte.

Tudo se passou há cerca de dois mil anos atrás. Tais acontecimentos que marcaram uns poucos discípulos temerosos, haviam de desafiar, ao fim de pouco tempo, todos os poderes, proclamando Jesus como o Cristo. Isso tinha a ver e a certeza de que Jesus não estava morto, porém vivo

Nos Evangelhos estão mencionados várias aparições de Jesus, depois da ressurreição, um tempo antes de se retirar para Junto do Pai. Lucas diz que foi elevado, o que revela, mais uma vez, que Ele era homem. A partir daquele momento Ele passou a ser o Cristo universal, onde está connosco todos os dias. Aleluia! É sobre este facto que a Igreja assentou os seus fundamentos e se ergueu como Igreja Cristã. Por isso nós cremos que Jesus vive e está no nosso meio para consolar os corações angustiados.

Jesus Cristo continua a estar ocupado com aqueles que livremente o aceitam. Ele diz: Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu porque fora edificada sobre a rocha. (Mateus 7:24- 25)

Jesus morreu na cruz derramando o Seu sangue em favor de muitos, ressuscitou vencendo a morte e o seu poder, e está vivo no nosso meio para proclamar a Verdade de Deus com toda a autoridade. Convido-te a escolheres e aceitares O Senhor Jesus como teu único e suficiente salvador - Ámen!



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