PALAVRA DE DEUS

POR: Manuel Venade Martins (Pastor Evangélico)

 

E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para connosco? Eis, que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos. E Ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam a palavra que lhes dizia. (Lucas 2: 48-50)

INTRODUÇÃO

Centenas de anos, anteriores à vinda do Senhor Jesus, o profeta Isaías, falou destes acontecimentos, principiando a falar desde o seu desprezo, do seu sacrifício, com o cumprimento na cruz do calvário, conforme se lê: Era desprezado, e o mais indigno entre os homens; homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. (Isaías 53:3-5)

Todas estas coisas, caíram na vida do Senhor, e as pessoas mais cruéis, eram as do seu povo, foram os primeiros a rejeitá-lo, a injuriá-lo e a desprezá-lo, não fazendo caso dele, porque os seus ouvidos estavam surdos e os seus olhos estavam cegos, e numa situação dessas pouco haverá a fazer, porque a dureza de coração, essa sim, era enorme a ponto de chegarem a momentos de jurarem e blasfemarem do Senhor, Jeová Shalon.

Mas, na realidade Ele veio a nós enviado pelo nosso Pai Celestial no tempo exato para a nossa salvação. O profeta do Senhor ainda diz assim: Ele tomou as nossas dores e as nossas enfermidades. Quer isto dizer, por outras palavras, que Ele tem todo o poder para nos curar as nossas enfermidades e abençoar com todas as bênçãos espirituais, nos lugares Celestiais.

Porque Ele foi ferido (crucificado) pelas nossas transgressões e castigado em nosso lugar, por outras palavras tomou os nossos sacrifícios e nos absolveu da culpa do pecado. Posto isto, o leitor deveria tomar a sua própria decisão, e se voltar para Cristo de todo o seu coração.

COMENTÁRIO
CRISTO NA PÁSCOA

Nestas Escrituras Sagradas, começamos a verificar uma certa diferença entre mãe e Filho. Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém compartilhar da festa da Páscoa e, como é natural, levaram Jesus. Sucedeu que, no regresso, Maria deu pela falta do filho e, solícita, procurou-o entre os companheiros de viagem, mas em vão. Que aconteceu? O menino-Deus foi encontrado no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. A Sua inteligência e respostas causavam certa admiração a esses homens doutores.

Cristo recebeu da Sua mãe uma certa censura pelo que havia acontecido, porem a mesma ficou embaraçada ao ouvir Ele dizer que estava a tratar dos negócios do Pai celestial, escolhendo a melhor parte como prenúncio da Sua futura missão. O incidente ocorrido nessa ocasião revela a natureza ímpar e sem pecado desse menino em desenvolvimento. Portanto não eram interesses próprios que o podiam comprometer, desconhecendo José e Maria, em parte, os Seus argumentos.

Em João 2:1-12, conta-nos do primeiro milagre feito por Jesus, transformando a água em vinho, num casamento em que Ele e a sua mãe haviam sido convidados. Maria quis ser intermediária, quando havia necessidade de suprir a falta da bebida indispensável entre os convivas da festa. Cristo, no entanto, manifesta uma censura velada a Sua mãe, por intervir num problema que ela não podia resolver; e Maria aconselhou depois aos serventes deste modo: Fazei o que Ele vos mandar. Reconhecendo que só Jesus tinha a solução para tal dificuldade.

Pondo em claro o assunto chegamos à conclusão que Maria deu uma boa recomendação aos criados da boda, a qual deve servir de lição para nós hoje, pois a quem devemos obediência espiritual é a Cristo e não a qualquer pessoa.

Os cristãos evangélicos não são descrentes em Maria, como alguém poderá pensar. Admiramos, por exemplo, a sua coragem ao estar junto à cruz, assistindo ao martírio do seu bendito Filho até aos Seus últimos momentos.

A presença, no cenáculo, desta mulher devota e notável quando aguardava a promessa do Espírito Santo, sendo batizada com o poder pentecostal, estava junta com os outros. E a sua alegria era por certo extraordinária, ao sentir o fogo santo descer sobre cada um, aonde foram vistas por eles línguas repartidas, a repousarem sobre cada um. Assim ela também teve uma nova experiência na sua carreira como serva do Senhor. (Atos 2: 1-4)



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