PALAVRA DE DEUS

POR: Manuel Venade Martins (Pastor Evangélico)

 

Eu sou o bom pastor: o bom pastor dá a sua, vida pelas ovelhas. Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou: tenho poder para tornar a toma-la. Este mandamento recebi de meu Pai. (João 10:11, 17, 18)

INTRODUÇÃO

A entrega do Senhor Jesus, para ser crucificado naquela cruz do calvário, foi debaixo dos propósitos e orientação de Deus. As escrituras dizem-nos porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nele crê, não pareça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

Foi a decisão e a entrega de Jesus ao mundo, por um ato voluntário e amor de nosso Pai Celestial. Os homens maus procuram logo pôr as mãos, no Senhor, até antes do tempo, como podemos ver em certas ocasiões, mas foi só naquela época da Páscoa Judaica, que Deus o permitiu, para cumprir o sacrifício eventual, que se fazia a cada ano, pelo único sacrifício Eterno. Pelo que o Senhor Jesus, foi a vítima do altar. (Salmo 118:27)

COMENTÁRIO
QUEM ENTREGOU JESUS?

Vamos voltar a nosso atenção para aquilo que aconteceu dois mil anos atrás, quando o Senhor Jesus Cristo se tornou homem, com o único propósito de assumir a morte no lugar de toda a humanidade, para que todo o homem e mulher possam, depois deste trajeto da existência terrena, viver na presença de Deus eternamente. Em termos bíblicos, este é o cenário e a única razão que explica o que Jesus veio fazer.

Este é o ato que desvenda o grande amor de Deus a respeito das suas criaturas que se enlaçaram pelas veredas da desobediência.

A morte de Cristo não resultou de um acidente. Foi a decisão eterna de Deus em resposta ao ardil que Satanás montou no jardim do Éden. Não há qualquer dúvida que a cruz encerra um tremendo mistério, assim como a encarnação e a ressurreição de Jesus Cristo. Todavia eles são factos da nossa história que a revelação de Deus desvenda para todos os que querem ir além do que os seis próprios horizontes permitem. Mesmo assumindo uma posição meramente intelectual perante este acontecimento é possível alguém aperceber-se da grandiosidade do plano que Jesus executou em favor da humanidade.

Segundo a análise bíblica o homem errou diante de Deus em relação à sua própria vida e no uso da sua liberdade. Deus, o ofendido, não pode em razão da sua natureza alterar as consequências dessa decisão. Apenas há uma possibilidade, Ele mesmo, na pessoa do Seu filho, assumir o lugar do transgressor e substitui-lo nas consequências espirituais do seu ato, foi o que Jesus fez.

Quem entregou Jesus para morrer? Foi o pai, por Amor. É essencial que conservemos juntos estes dois modos complementares de olhar para a cruz. No nível humano. Judas o entregou aos sacerdotes, os quais o entregaram a Pilatos, que o entregou aos soldados, os quais o crucificaram. Mas, no nível divino, o Pai o entregou, e Ele se entregou a si mesmo para morrer por nós. À medida que encaramos a cruz, podemos dizer a nós mesmos, meus pecados o enviaram à cruz. O apóstolo Pedro disse na sua admirável afirmação do dia de Pentecostes: Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o mataste, crucificando-o por mãos de iníquos.

Assim Pedro atribuiu a morte de Jesus simultaneamente ao plano de Deus e à maldade dos homens; e ao mesmo tempo a revelação do propósito divino de vencer a maldade humana assim exposta.

Tremendo gesto de solidariedade que, ainda hoje, inspira homens e mulheres que em circunstâncias diversas, e com outro alcance, não negam a sua vida para salvar outros. Ao longo da história do Cristianismo encontramos muitos homens e mulheres, discípulos de Jesus, que se prontificaram a colocar suas vidas à disposição de Deus, para que muitos outros viessem ao conhecimento do Seu grande amor e da possibilidade de viver na posse da vida eterna. Muitos outros, única e exclusivamente pelo facto de se recusarem a negar o nome de Jesus Cristo, defrontaram a morte, as feras, o fogo, a espada, e tantas outras coisas usadas para demover a fé desces intrépidos cristãos, mas prevaleceram firmes.

Se é verdade que em todos os tempos e em todas as épocas aparecem escândalos ligados ao cristianismo, não é menos verdade que este está recheado de intocáveis manifestações de dedicação e  solidariedade para com o próximo, de fé e da fidelidade para com Deus.



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