PALAVRA DE DEUS

POR: Manuel Venade Martins (Pastor Evangélico)

E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia. E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos Céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.

INTRODUÇÃO

A mensagem do Evangelho está elaborada de uma maneira acessível a qualquer indivíduo, por conseguinte qualquer pessoa, onde se encontre, a pode alcançar, em todos os cinco continentes. É traduzida numa enorme variedade de idiomas, até os mais distantes e remotos povos já possuem as Escrituras Sagradas. Em primeiro lugar graças ao nosso Deus e em segundo aos homens de boa vontade, por se esforçarem nessa missão.

Por conseguinte qualquer pessoa (cristão), que leva a Palavra de Deus está, na realidade, a atender à chamada e a fazer a vontade de Deus.

Não somente o ministério de João Batista, como os demais servos de Deus, que anda por essas terras fora e estão levando a Palavra da Salvação, também a esses remotos povos, nesses países conhecidos por cortinas de ferro, com governantes cruéis, cometendo os mais bárbaros crimes, cheios de ódio e rancor. A aliança deles é com o inimigo das nossas almas e de Deus.

COMENTÁRIO
O HOMEM LONGE DE DEUS

Gostaria de vos falar um pouco do servo do Senhor João Batista: era filho do sacerdote Zacarias e de Isabel. Ora sabemos que Isabel era estéril e não alcançava filhos, mas num determinado dia um anjo do Senhor, chamado Gabriel, enviado por Deus, lhe apareceu e lhe transmitiu o grande milagre que Deus ia realizar em Isabel, porque ela também era escolhida para que o fruto que saísse dela, João Batista fosse o precursor de Jesus. Assim aconteceram os factos e João Batista, como era filho do sacerdote Zacarias, logo nos chama a atenção que deveria ser preparado e ensinado na lei do Senhor. Chegou o momento e notamos que ainda novo saiu para o deserto, alimentando-se de gafanhotos e mel silvestre, pregava aos judeus, e os batizava no rio Jordão.

Caixa de texto: d
Há mais de 2000 anos, a moral da humanidade era tenebrosa na vida do ser humano, porque o homem estava distante de Deus; os preceitos que Ele tinha entregado, ou seja o seu Canon Sagrado, ao seu povo de Israel, através de Moisés, tinham sido esquecidos e distorcidos pelos levitas, e obviamente pelos  sacerdotes que não ministravam a lei do Senhor, e o povo estava a caminhar sem rumo e  sem esperança. No entanto, apareceu João Batista, o precursor de Cristo, aquele que veio abrir o caminho do Senhor, e cheio de coragem veio anunciar a chegada do Salvador do mundo; a sua mensagem era uma mensagem de arrependimento e focava-se em Cristo, o Messias prometido, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, dizia João Batita.

Todos nós sabemos que Jesus chegou e uma nova era se iniciou, o Messias prometido viria mudar a moral social, e religiosa de então, e até mesmo na ordem governamental.  O povo corria para aprender acer­ca do Reino de Deus, pois os ensinos de Jesus eram profundos, simples e diretos. Por outro lado, eram cheios de poder e de autoridade e isto satisfazia a fome do coração humano.

A classe política vivia amedrontada, pois Jesus apontava-lhe os seus horríveis crimes de terror e miséria e eles sentiam o seu remorso cometido com o seu próximo.  Mas Jesus não veio para ser um líder do Estado, nem tão pouco para dominar sobre um reino terrenal, mas outrossim espiritual. Os falsos religiosos viam em Jesus, como alguém que lhes roubava o protagonismo político e afrontava-os com as suas hipocrisias e isto levava­-os a procurarem alguma falha Nele, se­gundo a lei, para assim se livrarem  d’Ele. Contudo, todo o povo da época presen­ciou uma mudança. Muitos até aproveitaram a estadia do Messias entre eles, para os abençoar, mas os falsos fanáticos, o desprezavam, com tal ódio e rancor.

Jesus veio ao mundo para dar ao ser humano uma nova oportunidade e para isso o Seu ministério terreno culminou numa cruz, não por ter sido um caluniador, um aproveitador ou um malfeitor, mas para dar ao ser huma­no a oportunidade de salvação. Isto por­que o Homem estava longe de Deus, por causa do seu pecado e não havia forma humana de se chegar a Deus. Como não havia outra forma humana então, o próprio Deus enviou o Seu Único Filho para que se entregasse numa cruz e assim a humanidade tivesse a oportunidade de uma grande mudança, indo até ao de obter a salvação.

Deus deu ao Homem o meio de salvação, entregou o Seu Filho na cruz, onde o pecado foi cravado. Jesus levou ali o pecado de todo a humanidade, naquela cruz, foi revelado o grande amor de Deus pelo ser humano.

 



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