A PALAVRA DE DEUS

POR: Manuel Venade Martins (pastor)

Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o Evangelho: E por isso, se o faço de boa mente, terei prémio; mas, se de  má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. Logo, que prémio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho (1ª. Coríntios 9:16-18).

INTRODUÇÃO

A pregação do Evangelho tem os seus limites, seu tempo ou tempos e suas oportunidades. Foi o que o Apóstolo Paulo disse a Timóteo, conforme se lê: Que pregues a Palavra, inste a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes com toda a longanimidade e doutrina (2ª Timóteo 4:2).

À horas marcadas nos locais aonde o povo de Deus se congrega para ouvir a mensagem do Evangelho, louvar e adorar a Deus. Mas fora de tempo, nunca se sabe, são surpresas de Deus, através do homem de Deus, que pode acontecer nas praças publicas, na visitação aos utentes, nos hospitais, lares, penitenciárias ou outros lugares apropriados, que por sinal o nosso Deus possa ainda assinalar.

COMENTÁRIO
O TEMPO DE ACEITAR O EVANGELHO

Não conhecemos de modo profundo a história da Igreja e a história dos evangélicos em Portugal, porem o que conhecemos é suficiente para fundamentarmos a opinião de que tem sido característica dos evangélicos cristãos a disponibilidade para a exposição do seu pensamento, das suas convicções e também para ouvir de modo respeitoso o que os outros pensam, com uma atitude de abertura. Se este diálogo nem sempre existiu de modo suficientemente evidente no passado, isso não fica a dever-se a uma atitude fechada da maioria dos evangélicos.

Também não somos precipitados a condenar este ou aquele setor pelo ambiente de reserva e a aproximação para conhecimento mútuo. Mas também não fechamos os olhos ás realidades da perseguição, intolerância, preconceito e restrição de direitos cívicos que, no nosso país, os cristãos evangélicos sofreram e ainda hoje defrontam, de modo mais ou menos flagrante.       

Na leitura que fazemos do Evangelho encontramos uma predisposição para o diálogo, para a resposta a todas as perguntas que são feitas com uma motivação adequada, ao esclarecimento, ao destruir das barreiras e dos muros de separação. O Senhor Jesus Cristo sempre privilegiou os contactos pessoais, fosse com quem fosse.

Agora o que também temos por certo e que nunca por nunca ser o nosso Mestre que escondeu ou minimizou a Sua diferença com a mentalidade dos valores, da religiosidade, a moral do Seu tempo. N'Ele existia uma franqueza total, e também nos seus seguidores vamos encontrar precisamente o mesmo traço.             

A experiência ensina que o diálogo por si sabe o que crê e porque crê não teme expor ou expor-se perante os que julgam de modo diferente. Vivemos hoje dias diferente, daqueles que os cristãos primitivos viveram quando enfrentaram as feras, o fio da espada, a chama das fogueiras, recusando negar. Aquele que por eles também havia morrido.

Eles, todavia, sabiam muito bem que Jesus estava vivo, sentado em glória à direita de Deus Pai. Vivemos dias diferentes daqueles que os nossos antepassados viveram quando por sua vez também foram tantas vezes perseguidos, maltratados, presos, mas isto não significa que sejam dias menos difíceis ou mais fáceis. No meio das facilidades aparentes escondem-se dificuldades e desafios em que é necessário uma redobrada vigilância e uma firmeza total nas convicções que são vividas das páginas da bíblia.

Queremos deixar bem claro a todos os nossos leitores que hoje, como ontem, Jesus Cristo continua a esclarecer-nos através da Sua Palavra e da ação iluminadora do Espírito Santo. O que importa é que queremos ser esclarecidos, e, ao sê-lo que estejamos resolvidos a deixar de lado o erro e abraçar a verdade!

Evangelizar é confirmar, que existe um só Deus que a Si mesmo Se revelou na pessoa de Jesus, que sendo Deus se Fez homem, e que cada um de nós não pode chegar a Deus através de outra personagem por muito concorrida que seja, a não ser através do Senhor Jesus. Ámen.



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